sábado, 24 de março de 2012

Por que buscas tantas respostas? A beleza da dúvida, da incerteza, me inebria. O devir me fascina. Embriago-me no mar do incerto; navego sem rumo, deixo-me levar. Não há a necessidade de saberes disso tudo assim, tão depressa. Não corras. O que é imprescindível, menina, tu sabes. Te permite fluir. Deixa teus rastros, teus restos, teus passos, teus cantos, encantos. Deixa-os por todos os cantos, em todos os ventos, lentamente, para que possas sentir. Acalma tua sede de saber. Deixa-te descobrir e seres descoberta, pouco a pouco, assim, ao acaso, sem ensaio, sem cena. Para e observa a beleza do percurso. Admira-o. As respostas hão de vir com o tempo. Mas, se não vierem, aproveita tua estadia na incerteza. Desfruta-a. Fértil deserto de sensações.

2 comentários:

Danielly disse...

Adorei!
Tamo junto, haha.
*-*

Mariane disse...

obrigada :D
é nóis o/\o